17 setembro 2007

E "música para constituir família", sabem o que é?

Um exemplar da verdadeira cultura das festas de adolescentes do final dos 70, início dos 80. No tempo em que ainda existiam "slows" e os bancos rebatíveis e leitores de cartuchos eram mais valias das "voitures". E em que, nas discotecas, a meio da noite, as luzes baixavam e metade do pessoal saía da pista para a outra metade se juntar aos pares e se entrelaçarem (dois a dois). Era sempre o momento mais esperado da noite.
Mais uma vez os "bigis", que desta pululam em círculos, dando a sensação de infinito (e, para dizer a verdade, a de enjoo), à volta do camaramen.

9 comentários:

Ana Ferreira disse...

Estamos muito românticos 382 u, isso será influência do clima, do bom momento da nossa equipa ou é amor mesmo?

382 u disse...

é tudo junto. mas essencialmente é descobrir que os putos de 14 anos (esta música foi lançada em 78 ou 79, tinha eu 12 ou 13 anos) acham que estas músicas são tanga. mal eles sabem que o slow era uma instituição tão, ou mais, importante para a comunicação entre géneros que agora é o SMS. bons tempos em que se comunicava olhos nos olhos e nem o ar circulava no espaço entre 2 corpos. agora teclam. e encostam-se virtualmente... bons tempos!

O Gaiteiro disse...

Ai Os "Silous"...; Música para constituir famíla(vulgo o roço)... E as festas de garagem pá???
Qual disco qual carapuça.
Há que ir Sábado de manhã arrumar agaragem "vítima", instalar as bolas de cristal, os strobes, mais as luzes e a aparelhagem (que normalmente era um montagem de várias panóplias de coisas que cada um trazia.
E eram.. os Bee Gees, a Kim Karnes, O Phil Collins... ai saudosos 80...
(desculpem este momento de nostalgia)

382 u disse...

as festas de garagem eram as tais que eu me referia como "uma cultura". as tais festas de adolescentes. bastava um gira-disco a pilhas e um espaço onde o interruptor da luz passasse grande parte do tempo no off ou então, se fosse ao ar livre, que a noite caísse rapidamente. muita energia electrica se poupava na altura!

382 u disse...

para a ana ferreira: eu não sou um romântico, sou o verdadeiro tony de matos do século XXI. um dia destes arranjo um teledisco do moço para pôr aqui.

cristina amil disse...

382 u: musica de fazer filhos é o instrumental de Santana (nao me lembro agora do nome).

Mas é verdade, a "virtualidade" agora tira a piada a (quase) tudo.

382 u disse...

O Santana Lopes também faz filmes? pensei que só fazia filhos e "cagada". Ainda vai fazer concorrência à Carolina Salgado!

cristina amil disse...

Oh santa cultura decrépita predominante...

alcoólica anónima disse...

Com 3 filhos pensei que não precisasses de música.
Afinal enganei-me.
Ou será que estás a preparar o 4º?
Sim, porque agora para enganares a AL só mesmo com música…